
Conheci Virgínia ano passado em Milão quando, eu estando em Itália a estudos, ajudei minha mãe em seu Projeto Milano . Uma baiana pra lá de simpática e querida de Ilhéus... um exemplo de vida generosa. Passado o devido tempo, voltei ao Brasil. Minha mãe foi a Bahia a trabalho e encontrou Virgínia. Virgínia lembrou da minha paixão louca pela gastronomia e mandou-me um livro.

Ah!, na mesma hora, ontem, liguei para ela louco para agradecê-la por tal gentileza e lembrança daquele ítalo-paranaense. O livro chama-se "Receitas de Mãe Canô, O Sal é um Dom", por Mabel Velloso, irmã de Caetano Veloso e Maria Bethânia e também filha de Dona Canô.
É iniciado o livro, não somente de receitas, com a delicadeza infindável das palavras de Maria Bethânia. O livro é puro sentimento e simplicidade no seu trato com a gastronomia. Nos dispõe ipsis litteris as receitas com a palavras de Dona Canô... Explica-se também o porque do título; de origem quase cômica: "Certa vez, Bob copiou uma receita e, no final da ligação São Paulo x Santo Amaro, perguntou: "Mãe, e o sal? E veio a resposta temperada: "Ah! Meu filho, o sal é um dom". Justamente, o sal é um dom e Mãe Canô tem razão. Descobri esse [bendito] livro e agora não consigo não continuar a suculenta leitura. As fotos são um deleite. Verdadeiras poesias entre as também poesias, receitas. Farofas, aipins, moquecas, ovos, carnes, camarões, cebolas, sopas, galinhas mil, siri, ardidas pimentas... me incomodou a sensibilidade. Grato, Virgínia.
Me admirei pela homenageada com o livro. Que pessoa feita para amar e dar amor e carinho e cozinha e poesia. Canô, Canô, Canô...Talentos como Bethânia e Caetano é certo que vieram de uma tão temperada e baiana origem gastronômica. Que mãe! Que dona... novamente, obrigado, Virgínia. O livro me renderá muitos quilos e delicias juntos aos meu queridos. Espero também um dia cozinhar para você um belo barreado daquele que bem faço em dias a fio de dedicação e esmero. Fica aqui online o meu convite.










