
Evelyn Torrence. Esse nome lhes diz algo? Ela ficou famosa por certo tempo. Ela se alimentava de algo estranho e até então não muito falado. Para quem não se lembra ou não a conhece, Evelyn Torrence diz alimentar-se de luz. É chocante quando ela diz em seu site que “o ser humano não precisa de comida”. Evelyn afirma que há mais de 2 anos não se alimenta de nada sólido. Eu sinceramente tenho compaixão.
A alimentação para a humanidade é extremamente importante. Tanto é verdade que esteve sempre associada às religiões e acontecimentos históricos como a própria Santa Ceia.
Porém, Evelyn não estava totalmente errada.
Luz é algo essencial quando se fala em vida. Quando se fala em alimentação e, claro, em gastronomia.
Sem luz, legumes, frutas, árvores, e plantas em geral não sobreviveriam. Não haveria pão muito menos arroz na sua mesa. Seriam trevas. Sem luz animais morreriam. Não haveria lingüiça na sua feijoada, por exemplo.
Sem luz tudo seria uma cegueira total; uma espécie de apocalipse.
A luz ajuda na conservação dos alimentos e na sua conservação também! Aí vai um exemplo:
Você sabia que a luz do Sol é um fator importante para a prevenção da osteoporose? Não? Pois bem, exposições regulares ao Sol é uma das recomendações do Ministério da Saúde para a prevenção da osteoporose.
O Ministério também recomenda a ingestão de leite e derivados, legumes verdes, cereais, frutos secos e peixes. Viva a comida, Evelyn!
E você já chegou a pensar o quanto a luz influencia na sua gastronomia? O quanto influencia no seu momento de alimentar-se?
É comprovado e você já deve ter percebido que a luz altera o seu ânimo, que lhe dá sensações térmicas.

Pense: quais são as diferenças de iluminação entre um açougue e uma típica cantina italiana? Em qual desses ambientes você preferiria comer?
A luz do tipo penumbra, sabe aquela bem aconchegante, então, ela nos faz sentir mais a vontade para comer, diz uma pesquisa da Universidade da Califórnia. Quando uma iluminação nos dá uma sensação térmica quente, nos sentimos mais tranqüilos e desinibidos e, por fim, comemos mais.
Muito diferente foi quando procurei e descobri que em Zurique, na Suíça existe um restaurante especial.
Imagine, são 20 funcionários. São todos cegos. O restaurante é completamente escuro. O dono é Jürg Spielmann, padre e 100% deficiente visual. Ele queria dar emprego aos deficientes visuais.
Com seu restaurante completamente privado de luz, Jürg descobriu que anulando um dos sentidos dos clientes, a percepção da comida viria a aumentar. Foi um completo sucesso. Espaguetes e sopas não estão incluídos no cardápio por motivos óbvios. Lá os não cegos comem com as mãos e como cegos. Nada de talheres. Lá reinam os cegos e a pura percepção do alimento na ausência da luz.
