
A Comissão Europeia decidiu esta semana apoiar a proibição do comércio internacional do atum azul no Atlântico Norte e Mediterrâneo. A Comissão pede que o atum azul seja classificado como uma espécie ameaçada nos termos da Convenção do Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES). Essa classificação iria suspender de forma efetiva o comércio internacional dessa espécie de atum até que a espécie aumente sua população.
“As populações de atum azul caíram para níveis criticamente baixos. Quem é contra a proposta de proibição está colocando claramente os interesses comerciais de curto prazo acima da sobrevivência da espécie," disse Saskia Richartz, do Greenpeace.
A proposta de listar o atum azul como uma espécie em vias de extinção foi originalmente apresentada pelo principado de Mônaco em julho, à Comissão Internacional para a Conservação de Atuns e a fins do Atlântico (ICCAT), em resposta a populações criticamente baixas e que sofrem com a sobrepesca.
O Presidente francês Nicolas Sarkozy conduziu discursos de apoio a proposta de Mônaco. Vários outros países da União Europeia (UE), incluindo o Reino Unido, Países Baixos, Alemanha, Polônia e Áustria, também influenciaram a decisão. “O atum azul se tornou ameaçado devido à gestão vergonhosa da pesca pela União Europeia. A suspensão do comércio é o último recurso, e ele apenas nos dá o tempo necessário para que os países ponham ordem em sua gestão de pesca”, completa Richartz.
“O Brasil deve emitir sua posição favorável a proposta de Mônaco, seguir a decisão da União Européia e apoiar o fim do comércio do atum azul”, comenta Leandra Gonçalves, do Greenpeace.
fonte,: http://www.greenpeace.org/brasil/oceanos/noticias/comiss-o-europeia-ap-ia-o-fim